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D. DUARTE

(1391-1438) - rei de Portugal

Filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, D. Duarte nasceu em Viseu em 31 de Outubro de 1391. O segundo rei da dinastia de Avis foi preparado pelo seu pai para a condução dos assuntos do reino, sendo associado à governação desde 1412. Teve um curto reinado de 5 anos (1433-1438), durante o qual promoveu medidas de centralização do poder régio e obteve avanços na exploração da costa ocidental africana, sendo ultrapassado o Cabo Bojador em 1434. Todavia, o seu reinado ficou também ligado ao desastre de Tânger de 1437 e consequente aprisionamento do seu irmão D. Fernando que morreria no cativeiro, passando à história como o Infante Santo.
O seu nascimento em Viseu assinala sobretudo o interesse de D. João I pela cidade, que tomou o partido do Mestre de Avis durante as guerras fernandinas. Efetivamente, a corte instalou-se em Viseu entre 1391 e 1392 e a cidade foi capital do reino durante cerca de meio ano. Durante esse período, Viseu foi palco de cortes, local de nascimento do herdeiro da coroa e teve carta de feira, confirmada mais tarde por D. Duarte, e que está na origem da atual Feira de S. Mateus.
Homem culto e detentor de uma importante biblioteca pessoal, D. Duarte redigiu obras como O Leal Conselheiro. Desta obra disse Aquilino Ribeiro que valia bem uma estátua. E referindo-se à estátua do rei inaugurada em Viseu, no ano de 1955, comentou: «Já que Lisboa lhe não rende semelhante preito, fá-lo Viseu».