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Museus Municipais de Viseu querem conquistar mais de 40 mil visitantes no ano da “Cidade Europeia do Folclore”

Primeira exposição do Museu de História da Cidade abre portas a 18 de Maio. Mais de 20 novas exposições e 300 atividades marcam o ano

No ano em que se declara “Cidade Europeia do Folcore”, Viseu promete iniciar uma renovação na oferta museológica da cidade. A garantia foi dada pelo Presidente da Câmara Municipal, Almeida Henriques, e pelo Vereador da Cultura, Jorge Sobrado, na apresentação da programação geral para 2018.

“Damos este ano um primeiro passo na reorientação estratégica da nossa rede de museus”, sustentou Almeida Henriques.

Os objetivos definidos para o atual mandato autárquico são quatro: aumentar e diversificar a oferta museológica voltada para o património cultural e natural; incrementar a interação com a comunidade local, educativa e turística, assegurando um crescimento de visitantes; aumentar o envolvimento de artistas e criativos locais; reforçar o alinhamento estratégico com o marketing promocional da cidade, sublinhando este ano as temáticas da cultura tradicional popular e dos valores rurais e naturais.

Para 2018, o Município espera alcançar as 40 mil entradas nos atuais seis espaços museológicos – Museu Almeida Moreira, Coleção Arqueológica José Coelho, Quinta da Cruz, Casa da Ribeira/CMIA, Museu do Quartzo e Museu do Linho de Várzea de Calde –, a que se somará o primeiro espaço expositivo do futuro Museu de História da Cidade já a 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus. Em 2017, as entradas nos museus municipais de Viseu situaram-se no número de 35 mil.

Para cativar visitantes, escolas e turistas, o Município apresentou 15 principais razões para uma primeira ou nova visita aos seus museus, em 2018.

No ano em curso, a rede de museus apresenta planos para mais de 20 novas exposições e 300 atividades ao longo do ano e para todos os públicos, a maior parte dos quais através de criações e parcerias locais e regionais.

“Os museus municipais vão mexer em 2018, abrir um novo espaço museológico para contar os 2500 anos de história da cidade, redescobrir e valorizar valores da cultura tradicional popular e partir à descoberta da natureza na sua envolvente direta”, explicou o Vereador da Cultura.

Na programação ganha destaque a abertura da exposição “Ícones de Viseu – O Despertar do Museu”, prevista para 18 de Maio, na Rua Direita, na antiga Papelaria Dias, substituindo, conforme anunciado, o projeto da “Casa das Memórias”. A “Ara de Vissaium” terá aí a sua próxima estação, juntamente a outros símbolos de Viseu.

“Esta exposição será o embrião real de um sonho antigo, com pelo menos 40 anos, e nunca concretizado”, afirmou o Presidente da Câmara.

Em ano de “Cidade Europeia do Folclore”, os museus municipais propõem mais de meia centena de workshops, oficinas e exposições dedicados à cultura popular tradicional – do artesanato aos trajes, danças e cantares locais e regionais. Um número que, no ver do Presidente da Câmara, “tenderá a aumentar com a dinâmica da organização do EUROPEADE”, o festival europeu de folclore que Viseu acolhe em Julho deste ano.

A Casa da Ribeira e o Museu do Linho de Várzea de Calde serão os epicentros naturais desta oferta, mas todos os museus e outros espaços da cidade participarão.

Para além da exposição permanente “Memórias da Ribeira”, que remete o visitante para o artesanato da região, a Casa da Ribeira começa o novo ano a apresentar “O Lenço na Cultura Tradicional”, uma exposição dedicada aos usos sociais, representações e “modas” dos lenços de cabeça femininos. Em colaboração com o Museu Etnográfico de Silgueiros, a exposição será inaugurada a 9 de Fevereiro. Em Julho “Aspetos do Nosso Trajar” será a exposição em destaque neste centro.

Em 2018 terá lugar a exposição integral em Viseu de “O Sudário”, de Cristina Rodrigues, instalação de grande formato executada com linho de Várzea de Calde e exposta pela primeira vez de forma inédita em Dezembro passado, na Naves Matadero, em Madrid. Data e local serão anunciados brevemente.

A valorização do património arqueológico será também uma prioridade nas apostas culturais do atual ciclo municipal. Nesse contexto, o Vereador da Cultura destacou a identificação e recolha de 121 “cadernos arqueológicos” de José Coelho (datados da primeira metade do século XX), que se encontravam dispersos. “O acervo da exposição contava apenas 17 destes importantes e singulares documentos. Estão agora reunidos 138 dos 151 cadernos que se conhecem. Este facto permitirá a sua valorização expositiva e de investigação, já em 2018”, explicou.

Uma das principais novidades na programação anual dos museus municipais de Viseu está relacionada com a dimensão ambiental da sua oferta. Em 2018, Quinta da Cruz, Museu de Várzea de Calde e Museu do Quartzo enriquecem a sua oferta em atividades e experiências de natureza, algumas das quais inéditas. Na Quinta da Cruz, em especial, os visitantes serão desafiados para atividades de bird watching, novos trilhos, roteiros sonoros, acampar na mata, explorar terapias naturais ou participar de concertos intimistas no espaço natural do parque.

O Município promoverá ainda, em 2018, uma exposição fotográfica que assinale o 1º ano dos trágicos incêndios da região de Viseu em 2017. Patente na Quinta da Cruz, a partir de 15 de Outubro, a exposição “Dever de Memória” fará a revisitação a trabalhos de fotógrafos e jornalistas nacionais, numa organização do Pelouro Municipal de Cultura e a curadoria fotográfica de Nuno André Ferreira e Adriano Miranda.

Todas as novidades sobre os museus municipais de Viseu podem ser conhecidas em www.visitviseu.pt e em www.facebook.com/museusviseu, página criada em Novembro do ano passado.

Consulte aqui o dossier síntese da programação de 2018 dos Museus Municipais de Viseu.