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QUINTA DE REIS


Morada: Oliveira de Barreiros 3500-892 Viseu
Telemóvel: 914 788 531
Email: quintadereis@sapo.pt

Na Quinta de Reis, em Oliveira de Barreiros, Viseu, “fazer um vinho é um ato de amor”. Mas quem a descobre e se demora na escuta de quem lá vive percebe que, na antiga Quinta da Castanheira, quase tudo é um ato de amor.
A paixão pela arte de fazer vinho, “da poda das videiras à empa das suas varas”, contaminou felizmente tudo o resto na propriedade agrícola, ocupada por vinhas, olivais, uma pequena floresta e a casa da Quinta, um belo espécime de arquitetura da burguesia rural de 1924, construída pelo republicano Amando Ferreira dos Reis.
Se a beleza faz bem à vida, aqui sentimo-nos bem. É propriedade da família Ferreira dos Reis há, pelo menos, quatro gerações.

A cultura da vinha, e não só.
A uma altitude de 440 metros, com solo predominantemente granítico-arenoso, aqui reúnem-se excelentes condições para a cultura de 15 hectares de terroir de castas maioritariamente tintas (85%) para a produção de vinhos de qualidade, num cenário que é ainda complementado por áreas de olival e floresta.
Com uma tradição familiar de, pelo menos, quatro gerações, a Quinta de Reis pertence, desde 2003, a Jorge Almeida Reis, aposentado da carreira de médico-obstetra. Às suas memórias rurais de infância somou um curso de viticultura e enologia. A “gestação” das videiras e o “nascimento” dos vinhos” marcam-lhe agora os dias e as horas.

A casa da Quinta, e uma escola…
A visita é uma história bonita de se ouvir e bem pode, um dia destes, dar lugar a dormida.
A casa é composta por dois andares: no inferior, a adega e arrumos; no superior, habitação. Neste uma grande cozinha, centro de vivência agrícola de então, salões de convívio e de jantar, e quatro quartos.
Curiosamente a casa tem 3 portas para o exterior sendo uma de serviço, a segunda principal, de entrada de visitas como então se dizia, e a terceira foi a “porta da escola”. Aqui existiu uma sala de aula onde funcionou a escola primária feminina da aldeia, de 1925 a 1950, sendo professora a esposa do proprietário.
De 1942 a 1945 a família aqui recebeu dois adolescentes austríacos, refugiados das perseguições de segunda guerra mundial.