A história da gastronomia é a história do Homem, da sua evolução e da sua espiritualidade. O crescente apetite do homem, obrigou a religião a inventar o pecado da gula, e os jejuns sagrados obrigaram os cozinheiros a criar pratos purificados, e assim se desenrola uma dança, fundindo-se as duas no que há de mais precioso e insubstituível ao espírito e corpo humano.
A comida, os ritos e costumes religiosos, são características intangíveis, de um povo, fazem parte da sua cultura. A alimentação é um ato sagrado, que ultrapassa largamente a necessidade de sobrevivência: à mesa fazem-se fundações de cidades, declarações de guerra, tratados de paz, celebrações, negócios e casamentos. Esta exposição alimenta-nos com passagens bíblicas, crenças e rituais, quadras e ditados, tudo aquilo que nos veio parar ao prato, sem origem certa, mas que comemos sem pestanejar.
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